Com a
proximidade do Carnaval, empresas de diferentes setores costumam promover
eventos internos dentro da temática para colaboradores e parceiros. Apesar do
clima festivo e descontraído característico da data, especialistas alertam que
essas celebrações continuam inseridas no ambiente corporativo e exigem atenção
redobrada quanto às condutas dos participantes.
Para a
advogada Silvia Letícia, com mais de dez anos de atuação em gestão jurídica
corporativa e liderança de equipes, o período de festas pode funcionar como um
gatilho para comportamentos inadequados. “O fato de ser Carnaval não elimina o
caráter profissional desses eventos. Exageros, atitudes invasivas, consumo
excessivo de álcool ou comentários fora de contexto podem gerar
constrangimentos, conflitos internos e impactos negativos na imagem da
empresa”, afirma.
Outro
ponto que merece atenção, segundo a especialista, é o dress code adotado nessas
confraternizações, especialmente por se tratar de uma data associada ao uso de
fantasias. “A fantasia de Carnaval é uma forma legítima de expressão pessoal,
mas, no ambiente corporativo, ainda é necessário observar limites. Exageros ou
roupas inadequadas podem causar desconforto e até problemas internos”, explica.
Silvia ressalta que muitas empresas possuem manuais de conduta e diretrizes
específicas sobre vestimenta, que devem ser observados mesmo em eventos
festivos. “Ainda que a comemoração aconteça fora das dependências da empresa,
trata-se de um evento corporativo e exageros devem ser evitados”, completa.
Segundo
a advogada, situações ocorridas em confraternizações podem, inclusive, resultar
em desdobramentos formais dentro da organização. “Mesmo fora do expediente
tradicional, a relação de trabalho permanece. Dependendo da gravidade,
determinadas condutas podem ser analisadas sob a ótica do código de ética, das
normas internas e até da legislação trabalhista”, explica.
Para a
advogada, a prevenção passa principalmente por uma comunicação clara e
antecipada. “Cabe às empresas reforçar orientações, alinhar expectativas e
lembrar que respeito, bom senso e profissionalismo continuam sendo essenciais,
independentemente do calendário festivo. O Carnaval pode ser celebrado, mas sem
perder os limites”, conclui.
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