O
Centro Regional Integrado de Oncologia (CRIO) inicia o ano com a promoção da
campanha Janeiro Verde, que tem o objetivo de conscientizar a população,
principalmente o público feminino, acerca da prevenção ao câncer de colo do
útero. No último ano, a instituição tratou, em média, 293 pacientes com o
diagnóstico da doença.
De
acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) o câncer colo uterino é o
terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres – excluindo os tumores
de pele não melanoma. No último triênio, entre 2023 e 2025, também estimou-se
cerca de 17.010 casos novos por ano, o que representa uma taxa de incidência
superior a 15 casos a cada 100 mil mulheres.
Conforme
a Dra. Renata Justa, cirurgiã-oncológica do CRIO, a prevenção é a principal
estratégia para reduzir a incidência da doença. “A vacinação contra o HPV é uma
medida comprovadamente eficaz e deve ser estimulada conforme as recomendações
do calendário vacinal. Além disso, o exame de Papanicolau permite identificar
alterações antes mesmo do desenvolvimento do câncer, o que amplia
significativamente as chances de tratamento bem-sucedido”, explica.
A
doença está fortemente associada à infecção pelo papilomavírus humano (HPV),
responsável pela maioria dos casos, e pode evoluir de forma silenciosa,
especialmente nos estágios iniciais.
A
especialista completa: “Nos estágios iniciais, o câncer de colo do útero
geralmente não apresenta sintomas. Quando surgem, podem incluir sangramentos
fora do período menstrual, secreção vaginal anormal e dor durante as relações
sexuais. Por isso, o acompanhamento ginecológico regular é fundamental para a
detecção precoce”, reforça Dra. Renata Justa.
O
tratamento varia conforme o estágio da doença e pode envolver cirurgia,
radioterapia, quimioterapia ou a combinação dessas abordagens. Segundo a
médica, o diagnóstico em fases iniciais possibilita terapias menos agressivas e
melhores resultados clínicos.

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