sábado, 27 de junho de 2026

MERCADO IMOBILIÁRIO DE FORTALEZA E REGIÃO METROPOLITANA MOVIMENTA MAIS DE 3,9 BILHÕES EM VGV ENTRE JANEIRO E MAIO

Foto divulgação

O mercado imobiliário de Fortaleza e Região Metropolitana mantém o ritmo de forte expansão em 2026, alcançando a marca de R$ 3,9 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) comercializados no acumulado entre os meses de janeiro e maio. O dinamismo do período também se refletiu no volume de vendas, que totalizou 7.217 unidades residenciais negociadas na região. No recorte geográfico, o VGV Residencial de Fortaleza disparou 53% na comparação com o mesmo período de 2025, enquanto os municípios da Região Metropolitana registraram um aumento de 19% em seu faturamento residencial.

O excelente desempenho do período foi impulsionado pelo expressivo volume de novos produtos que chegaram ao mercado. No recorte de empreendimentos lançados na Região Metropolitana, o crescimento foi de 53% na comparação com os primeiros cinco meses de 2025, saltando de 19 para 29 empreendimentos. Fortaleza também registrou desempenho positivo, com avanço de 13% no número de novos residenciais integrados ao mercado, passando de 16 nos primeiros cinco meses do ano passado para 18 empreendimentos lançados de janeiro a maio deste ano.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (24/06), durante reunião presencial do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon Ceará), realizada na sede da entidade, em Fortaleza.

Expansão horizontal na Região Metropolitana

O faturamento de lançamentos horizontais na Região Metropolitana registrou um crescimento de 17% em relação ao mesmo período de 2025, saltando de R$ 146,6 milhões para R$ 171,7 milhões.

Protagonismo e investimentos

Esse avanço nos municípios da região metropolitana reflete o apetite de grandes empresas por projetos de grande porte na Região Metropolitana. A Terra Brasilis Urbanismo, maior empresa de urbanismo do Ceará, exemplifica bem esse movimento com o projeto do Vivenza, um novo complexo em Maracanaú com VGV estimado em mais de R$ 500 milhões ao longo de seu desenvolvimento completo. Na primeira etapa, a expectativa é injetar cerca de R$ 110 milhões em VGV no mercado horizontal.

“Este projeto nasce com o propósito de transformar a forma como a região se desenvolve, criando uma nova centralidade urbana planejada, sustentável e conectada com as necessidades da população”, afirma Breno Tavares, CEO da Terra Brasilis, destacando a forte aceitação que o empreendimento vem recebendo antes mesmo do lançamento oficial.

Outro termômetro importante da descentralização e força habitacional na Região Metropolitana é a atuação da Planet Smart City na Smart City Laguna, em São Gonçalo do Amarante. Focada no conceito de cidades inteligentes, a construtora planeja erguer mil novas unidades residenciais nos próximos quatro anos com o modelo Casa Clara, somando um VGV estimado em R$ 172 milhões. A empresa tem apostado na experiência do cliente e em casas decoradas para impulsionar a tomada de decisão das famílias.

"Acreditamos que a moradia vai muito além da construção física. Nosso objetivo é oferecer uma experiência completa, ajudando as pessoas a enxergarem como aquele espaço pode contribuir para sua qualidade de vida. A Casa Clara foi pensada exatamente para isso: unir acessibilidade, conforto e funcionalidade dentro de um bairro inteligente planejado para o futuro", conclui Susanna Marchionni, CEO da Planet Smart City no Brasil.

Lançamentos em alta

O volume de unidades verticais lançadas apresentou uma das maiores evoluções do período. Em Fortaleza, o crescimento foi de 41% no número de unidades residenciais lançadas em comparação com o acumulado de janeiro a maio de 2025. Já os municípios da Região Metropolitana registraram um aumento de 63% no total de unidades disponibilizadas ao mercado no mesmo período comparativo.

Quando analisado o comportamento dos lançamentos por padrão na Capital, observa-se uma expansão equilibrada em todas as faixas de renda. O segmento de padrão econômico registrou um aumento de 14% no número de empreendimentos lançados de janeiro a maio de 2026 frente ao ano anterior. Os chamados demais padrões (médio e alto padrão) também mantiveram a curva ascendente, com uma elevação de 11% no número de novos condomínios.

Aquecimento

Para o presidente do Sinduscon Ceará, Patriolino Dias de Sousa, os números demonstram a confiança das empresas no mercado cearense e reforçam a importância da inteligência de negócios e das políticas habitacionais. “Os dados mostram um setor forte, que continua investindo, gerando emprego e ampliando a oferta de imóveis para diferentes perfis de consumidores. O crescimento expressivo no faturamento reflete a liquidez e a maturidade do nosso comprador”, analisa.

“Ao mesmo tempo, o crescimento dos lançamentos e do volume total de vendas demonstra que existe demanda reprimida e que as condições atuais têm favorecido novos investimentos. Isso é altamente positivo para toda a cadeia produtiva da construção civil e para o desenvolvimento econômico do Ceará”, destaca Patriolino Dias.


 

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