O mercado
imobiliário de Fortaleza e Região Metropolitana mantém o ritmo de forte
expansão em 2026, alcançando a marca de R$ 3,9 bilhões em Valor Geral de Vendas
(VGV) comercializados no acumulado entre os meses de janeiro e maio. O
dinamismo do período também se refletiu no volume de vendas, que totalizou
7.217 unidades residenciais negociadas na região. No recorte geográfico, o VGV
Residencial de Fortaleza disparou 53% na comparação com o mesmo período de
2025, enquanto os municípios da Região Metropolitana registraram um aumento de
19% em seu faturamento residencial.
O
excelente desempenho do período foi impulsionado pelo expressivo volume de
novos produtos que chegaram ao mercado. No recorte de empreendimentos lançados
na Região Metropolitana, o crescimento foi de 53% na comparação com os
primeiros cinco meses de 2025, saltando de 19 para 29 empreendimentos.
Fortaleza também registrou desempenho positivo, com avanço de 13% no número de
novos residenciais integrados ao mercado, passando de 16 nos primeiros cinco
meses do ano passado para 18 empreendimentos lançados de janeiro a maio deste
ano.
Os
dados foram divulgados nesta quarta-feira (24/06), durante reunião presencial
do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon Ceará),
realizada na sede da entidade, em Fortaleza.
Expansão
horizontal na Região Metropolitana
O
faturamento de lançamentos horizontais na Região Metropolitana registrou um
crescimento de 17% em relação ao mesmo período de 2025, saltando de R$ 146,6
milhões para R$ 171,7 milhões.
Protagonismo
e investimentos
Esse
avanço nos municípios da região metropolitana reflete o apetite de grandes
empresas por projetos de grande porte na Região Metropolitana. A Terra Brasilis
Urbanismo, maior empresa de urbanismo do Ceará, exemplifica bem esse movimento
com o projeto do Vivenza, um novo complexo em Maracanaú com VGV estimado em
mais de R$ 500 milhões ao longo de seu desenvolvimento completo. Na primeira
etapa, a expectativa é injetar cerca de R$ 110 milhões em VGV no mercado
horizontal.
“Este
projeto nasce com o propósito de transformar a forma como a região se
desenvolve, criando uma nova centralidade urbana planejada, sustentável e
conectada com as necessidades da população”, afirma Breno Tavares, CEO da Terra
Brasilis, destacando a forte aceitação que o empreendimento vem recebendo antes
mesmo do lançamento oficial.
Outro
termômetro importante da descentralização e força habitacional na Região
Metropolitana é a atuação da Planet Smart City na Smart City Laguna, em São
Gonçalo do Amarante. Focada no conceito de cidades inteligentes, a construtora
planeja erguer mil novas unidades residenciais nos próximos quatro anos com o
modelo Casa Clara, somando um VGV estimado em R$ 172 milhões. A empresa tem
apostado na experiência do cliente e em casas decoradas para impulsionar a
tomada de decisão das famílias.
"Acreditamos
que a moradia vai muito além da construção física. Nosso objetivo é oferecer
uma experiência completa, ajudando as pessoas a enxergarem como aquele espaço
pode contribuir para sua qualidade de vida. A Casa Clara foi pensada exatamente
para isso: unir acessibilidade, conforto e funcionalidade dentro de um bairro
inteligente planejado para o futuro", conclui Susanna Marchionni, CEO da
Planet Smart City no Brasil.
Lançamentos
em alta
O
volume de unidades verticais lançadas apresentou uma das maiores evoluções do
período. Em Fortaleza, o crescimento foi de 41% no número de unidades
residenciais lançadas em comparação com o acumulado de janeiro a maio de 2025.
Já os municípios da Região Metropolitana registraram um aumento de 63% no total
de unidades disponibilizadas ao mercado no mesmo período comparativo.
Quando
analisado o comportamento dos lançamentos por padrão na Capital, observa-se uma
expansão equilibrada em todas as faixas de renda. O segmento de padrão
econômico registrou um aumento de 14% no número de empreendimentos lançados de
janeiro a maio de 2026 frente ao ano anterior. Os chamados demais padrões
(médio e alto padrão) também mantiveram a curva ascendente, com uma elevação de
11% no número de novos condomínios.
Aquecimento
Para o
presidente do Sinduscon Ceará, Patriolino Dias de Sousa, os números demonstram
a confiança das empresas no mercado cearense e reforçam a importância da
inteligência de negócios e das políticas habitacionais. “Os dados mostram um
setor forte, que continua investindo, gerando emprego e ampliando a oferta de
imóveis para diferentes perfis de consumidores. O crescimento expressivo no
faturamento reflete a liquidez e a maturidade do nosso comprador”, analisa.
“Ao
mesmo tempo, o crescimento dos lançamentos e do volume total de vendas
demonstra que existe demanda reprimida e que as condições atuais têm favorecido
novos investimentos. Isso é altamente positivo para toda a cadeia produtiva da
construção civil e para o desenvolvimento econômico do Ceará”, destaca
Patriolino Dias.

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