Segundo
estimativas da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV),
as varizes atingem cerca de 38% da população brasileira, chegando a afetar 45%
das mulheres. Apesar da alta prevalência e de a doença figurar historicamente
entre as principais causas de afastamento do trabalho pelo INSS, o medo da
internação, da anestesia (como a raquidiana) e das longas semanas de repouso
ainda afasta milhares de pacientes do tratamento. Antes, tratar veias doentes
significava submeter-se a uma cirurgia complexa, quase sempre com a necessidade
de arrancar a veia safena. No entanto, o avanço das tecnologias minimamente
invasivas mudou drasticamente esse cenário, transferindo o tratamento do bloco
cirúrgico de hospitais para o conforto e agilidade do consultório médico.
Dr.
Victor Hugo, angiologista, cirurgião vascular e cofundador da Clínica VHG,
explica que a flebologia moderna foca em precisão, segurança clínica e retorno
imediato à rotina. "Hoje, o tratamento de varizes não exige mais que o
paciente pause a sua vida. Nós conseguimos tratar desde os pequenos vasinhos
até varizes calibrosas em procedimentos de cerca de uma hora, com anestesia
local e o paciente saindo caminhando logo em seguida", detalha o
especialista.
A
revolução da nova flebologia
A
grande mudança nos consultórios vasculares é a associação de tecnologias de
imagem e calor que funcionam como os "olhos" e as "mãos" do
cirurgião, aposentando o uso do bisturi. Para garantir a máxima precisão, o
arsenal tecnológico atua de forma integrada: a Realidade Aumentada (VeinViewer)
projeta um mapa das veias em tempo real na pele para identificar os vasos
doentes invisíveis a olho nu, enquanto o Ultrassom Doppler guia a navegação
interna milimétrica. Para eliminar a necessidade de puxar a veia safena, o
Endolaser introduz uma microfibra óptica que emite calor controlado, secando e
fechando o vaso por dentro até sua absorção pelo organismo. Além disso, para
garantir o máximo conforto durante as sessões, utiliza-se o resfriamento de
pele, um aparelho que emite ar gelado a temperaturas negativas e atua como uma
"anestesia térmica", bloqueando os receptores de dor na superfície
cutânea.
Diferente
das abordagens antigas, que exigiam internação e até 30 dias de afastamento por
conta dos cortes, a nova metodologia permite tratar o problema por meio de
punções simples. O acesso às veias é semelhante ao de uma coleta de exame de
sangue, sem necessidade de pontos.
"A
tecnologia democratizou a segurança e a precisão. O nosso objetivo ao investir
nesses equipamentos em Fortaleza é que o paciente encare o tratamento vascular
não como um procedimento temido e doloroso, mas como um cuidado rápido e
essencial com a própria saúde e qualidade de vida", conclui o Dr. Victor
Hugo.
SOBRE
A CLÍNICA VHG E O DR. VICTOR HUGO:
A
Clínica VHG atua na área de saúde e estética vascular em Fortaleza. Cofundador
do espaço, o Dr. Victor Hugo é cirurgião vascular e membro da Sociedade
Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). É graduado em Medicina
pela Unichristus (2013), com residências em Cirurgia Geral (HGF, 2016) e
Cirurgia Vascular (UFC, 2018), além de mestrado em Tecnologias Minimamente
Invasivas (2017).
Site:
https://www.victorhugovascular.com.br/

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