terça-feira, 15 de setembro de 2026

DE CIRURGIAS COMPLEXAS A PROCEDIMENTOS DE UMA HORA

Foto divulgação

Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), as varizes atingem cerca de 38% da população brasileira, chegando a afetar 45% das mulheres. Apesar da alta prevalência e de a doença figurar historicamente entre as principais causas de afastamento do trabalho pelo INSS, o medo da internação, da anestesia (como a raquidiana) e das longas semanas de repouso ainda afasta milhares de pacientes do tratamento. Antes, tratar veias doentes significava submeter-se a uma cirurgia complexa, quase sempre com a necessidade de arrancar a veia safena. No entanto, o avanço das tecnologias minimamente invasivas mudou drasticamente esse cenário, transferindo o tratamento do bloco cirúrgico de hospitais para o conforto e agilidade do consultório médico.

Dr. Victor Hugo, angiologista, cirurgião vascular e cofundador da Clínica VHG, explica que a flebologia moderna foca em precisão, segurança clínica e retorno imediato à rotina. "Hoje, o tratamento de varizes não exige mais que o paciente pause a sua vida. Nós conseguimos tratar desde os pequenos vasinhos até varizes calibrosas em procedimentos de cerca de uma hora, com anestesia local e o paciente saindo caminhando logo em seguida", detalha o especialista.

A revolução da nova flebologia

A grande mudança nos consultórios vasculares é a associação de tecnologias de imagem e calor que funcionam como os "olhos" e as "mãos" do cirurgião, aposentando o uso do bisturi. Para garantir a máxima precisão, o arsenal tecnológico atua de forma integrada: a Realidade Aumentada (VeinViewer) projeta um mapa das veias em tempo real na pele para identificar os vasos doentes invisíveis a olho nu, enquanto o Ultrassom Doppler guia a navegação interna milimétrica. Para eliminar a necessidade de puxar a veia safena, o Endolaser introduz uma microfibra óptica que emite calor controlado, secando e fechando o vaso por dentro até sua absorção pelo organismo. Além disso, para garantir o máximo conforto durante as sessões, utiliza-se o resfriamento de pele, um aparelho que emite ar gelado a temperaturas negativas e atua como uma "anestesia térmica", bloqueando os receptores de dor na superfície cutânea.

Diferente das abordagens antigas, que exigiam internação e até 30 dias de afastamento por conta dos cortes, a nova metodologia permite tratar o problema por meio de punções simples. O acesso às veias é semelhante ao de uma coleta de exame de sangue, sem necessidade de pontos.

"A tecnologia democratizou a segurança e a precisão. O nosso objetivo ao investir nesses equipamentos em Fortaleza é que o paciente encare o tratamento vascular não como um procedimento temido e doloroso, mas como um cuidado rápido e essencial com a própria saúde e qualidade de vida", conclui o Dr. Victor Hugo.

SOBRE A CLÍNICA VHG E O DR. VICTOR HUGO:

A Clínica VHG atua na área de saúde e estética vascular em Fortaleza. Cofundador do espaço, o Dr. Victor Hugo é cirurgião vascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). É graduado em Medicina pela Unichristus (2013), com residências em Cirurgia Geral (HGF, 2016) e Cirurgia Vascular (UFC, 2018), além de mestrado em Tecnologias Minimamente Invasivas (2017).

Site: https://www.victorhugovascular.com.br/


 

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