Para
quem gosta de aproveitar os panetones que sobraram nas prateleiras das festas
de final de ano, é preciso tomar cuidado. Isso porque a Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa), determinou nesta semana a proibição da venda,
distribuição e consumo de lotes de panetones, além do recolhimento dos produtos
do mercado após identificação de mofo na superfície dos panetones, mesmo eles
estando com prazo de validade até 27 de fevereiro de 2026.
A
engenheira de alimentos da Rigel do Brasil, Adryanne Queiroga, explica que o
mofo é resultado de proliferação fúngica, frequentemente associada à umidade e
ao uso inadequado ou inexistente de conservantes que atuam especificamente para
impedir esse tipo de deterioração. A especialista destaca que a situação
reacende o debate sobre a importância de a indústria investir em tecnologia de
proteção, controle e conservação de alimentos de qualidade e procedência.
“No
caso dos panetones, cuja composição é rica em açúcares e apresenta alto teor de
umidade, o alimento favorece o desenvolvimento de fungos se não houver a
aplicação de conservantes de qualidade. Esse uso é considerado decisivo para
evitar o crescimento de fungos, prejuízos financeiros e a frustração dos
consumidores”, ressalta Adryanne.
Riscos
para a saúde
Segundo
a especialista da Rigel do Brasil, indústria especializada em desenvolver
soluções antifúngicas para pães e bolos, a ingestão de alimentos mofados pode
trazer riscos relevantes à saúde. “O consumo de panetones com fungos pode
causar intoxicações e infecções alimentares”, explica a engenheira de
alimentos.
Adryanne
Queiroga destaca, ainda, a importância do uso de conservantes para a segurança
dos alimentos. “O conservante age inibindo o crescimento de fungos sem alterar
o sabor do alimento, cujo crescimento pode representar um risco à saúde dos
consumidores”, afirma.

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