O
Museu Ferroviário Estação João Felipe realiza, de 12 a 14 de novembro, o
seminário “Preservar, pesquisar e imaginar”, como parte das comemorações pelos
seus três anos de funcionamento. Com programação gratuita em diferentes espaços
de Fortaleza, o evento reúne pesquisadores, profissionais de museus,
ferroviários e o público em geral para discutir a preservação do patrimônio
ferroviário, a produção de conhecimentos e as diferentes experiências e
memórias relacionadas à ferrovia no Ceará.
Ao
longo dos três dias, serão realizadas mesas-redondas, oficina, percursos,
visita mediada e apresentação teatral. Entre os temas abordados estão a
pesquisa em museus, a presença da população negra na história ferroviária
cearense, as relações entre ferrovia e meio ambiente e as transformações dos
territórios atravessados pelos trilhos. Três atividades integram a programação
do IV Festival Afrocearensidades: o percurso “Oficinas Demosthenes Rockert
(Oficinas do Urubu): trabalho e lazer”, a visita mediada “O Poço da Draga e a
ferrovia” e a mesa-redonda “Saberes Ferroviários: Memórias negras nos trilhos
do Ceará”.
O IV
Festival Afrocearensidades é uma iniciativa do Governo do Ceará, realizada por
meio da Secretaria da Igualdade Racial (Seir) e da Secretaria da Cultura
(Secult Ceará), em parceria com o Instituto Mirante de Cultura e Arte e o
Instituto Dragão do Mar (IDM).
O tema
do seminário parte da compreensão de que preservar envolve escolhas sobre quais
histórias, objetos e memórias uma sociedade reconhece como importantes. Nesse
contexto, a pesquisa permite identificar novas perspectivas, reconhecer
sujeitos historicamente pouco representados e ampliar as interpretações sobre o
patrimônio ferroviário. A imaginação, por sua vez, abre possibilidades de reflexão
sobre as relações entre passado, presente e futuro.
Inaugurado
em 17 de novembro de 2023, o Museu Ferroviário Estação João Felipe é um
equipamento do Governo do Ceará, gerido pela Secretaria da Cultura (Secult
Ceará) em parceria com o Instituto Mirante de Cultura e Arte. O Museu faz parte
da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secult Ceará e está localizado no
Complexo Cultural Estação das Artes, que reúne cinco equipamentos culturais na
antiga área ferroviária de Fortaleza. Em três anos de atividades, o Museu já
alcançou mais de 250 mil pessoas, aproximando diferentes públicos da história,
da memória e do patrimônio ferroviário cearense.
Pesquisa,
patrimônio e experiências ferroviárias
A
programação começa na quinta-feira (12), das 9h às 11h, com o percurso
“Oficinas Demosthenes Rockert (Oficinas do Urubu): trabalho e lazer”, conduzido
pelo artista e ferroviário aposentado Antônio Simão. Integrando a programação
do Festival Afrocearensidades, a atividade será realizada nas antigas oficinas ferroviárias,
atualmente localizadas na área da Transnordestina Logística, e apresenta a
importância do espaço para a história da ferrovia no Ceará, destacando as
funções desempenhadas pelos trabalhadores e as experiências de convivência,
lazer e sociabilidade.
Ainda
na quinta-feira (12), das 15h às 17h, será realizada a oficina “Missão Trilhos:
memória e meio ambiente na ferrovia cearense”, com a arquiteta e urbanista
Millena Fontes, uma das bolsistas do Edital Saberes Ferroviários. A atividade
aborda as relações entre a implantação da ferrovia, as transformações da
paisagem e os modos de vida no Ceará. Os participantes irão explorar a
exposição de longa duração do Museu, investigar evidências dessas mudanças e
produzir coletivamente painéis sobre os impactos da ferrovia no território
cearense.
Na
sexta-feira (13), das 14h às 17h, o Auditório da Pinacoteca do Ceará recebe a
mesa-redonda “Pesquisa em museus: acervo, memória e experiências”, com a
professora Teresa Scheiner, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
(Unirio), e o museólogo Saulo Moreno Rocha, servidor do Museu de Arte da
Universidade Federal do Ceará (Mauc/UFC).
O
encontro discute o papel dos museus como espaços de investigação e produção de
conhecimentos, considerando as relações entre acervos, sujeitos, territórios e
diferentes formas de construção da memória. A partir da pergunta “O que, quem e
para quem os museus pesquisam?”, os convidados também abordarão os silêncios e
as disputas presentes nas narrativas patrimoniais. A mesa contará com tradução
em Libras e transmissão ao vivo pelo canal do Museu no YouTube.
No
mesmo dia, às 16h, a Trupe ‘Caba de Chegar’ apresenta o espetáculo “Naquela
estação”, composto por três esquetes que narram as relações entre a ferrovia,
os deslocamentos e os modos de vida no Ceará. As histórias abordam conflitos
familiares, a migração provocada pela seca e o cultivo do café no Maciço de
Baturité, tendo as estações ferroviárias como parte dos acontecimentos.
Memórias
negras e transformações dos territórios
No
sábado (14), o seminário reúne duas atividades que integram a programação do
Festival Afrocearensidades. Pela manhã, das 9h às 10h, a visita mediada “O Poço
da Draga e a ferrovia”, conduzida por Izabel Lima, presidente da instituição
Velaumar, aborda as relações históricas entre a comunidade do Poço da Draga, as
atividades portuárias e o transporte ferroviário em Fortaleza. A atividade
destaca as memórias de moradores e trabalhadores e as transformações
vivenciadas pelo território ao longo do tempo.
Encerrando
o seminário, das 14h às 17h, a Escadaria da KUYA – Centro de Design do Ceará
recebe a mesa-redonda “Saberes Ferroviários: Memórias negras nos trilhos do
Ceará”, com Antônio Wilame Jr. e Eduardo Menezes, sob mediação de Ana Sara
Cortez.
O
encontro apresenta resultados da linha de pesquisa “A população negra e a
ferrovia do Ceará”, desenvolvida pelo Programa de Pesquisa Saberes
Ferroviários. A investigação discute a participação da população negra no
sistema ferroviário cearense, destacando trajetórias, relações de trabalho,
conhecimentos e experiências que contribuem para ampliar as narrativas sobre a
memória social da ferrovia sob uma perspectiva étnico-racial.
A
mesa-redonda contará com tradução em Libras e transmissão ao vivo pelo canal do
Museu no YouTube.
Serviço
Seminário
“Preservar, pesquisar e imaginar” | 3 anos do Museu Ferroviário Estação João
Felipe
Quando:
12 a 14 de novembro de 2026
Acesso:
Gratuito, com atividades por ordem de chegada e mediante inscrição prévia
Mais
informações: museuferroviario.cultura.ce.gov.br e @museuferroviariojoaofelipe
(Instagram, Facebook e YouTube).
Programação
completa
12 de
novembro (quinta-feira)
9h às
11h | Percurso “Oficinas Demosthenes Rockert (Oficinas do Urubu): trabalho e
lazer”, com Antônio Simão
Local:
Transnordestina Logística (Av. Francisco Sá, 4829 – Álvaro Weyne, Fortaleza)
10
vagas destinadas a ferroviários aposentados
15h às
17h | Oficina “Missão Trilhos: memória e meio ambiente na ferrovia cearense”,
com Millena Fontes
Local:
Museu Ferroviário Estação João Felipe e Ateliê II da Pinacoteca do Ceará (Rua
24 de Maio, s/n – Centro, Fortaleza)
20
vagas, mediante inscrição por formulário
Com
tradução em Libras
13 de
novembro (sexta-feira)
14h às
17h | Mesa-redonda “Pesquisa em museus: acervo, memória e experiências”, com
Teresa Scheiner e Saulo Moreno Rocha
Local:
Auditório da Pinacoteca do Ceará (Rua 24 de Maio, s/n – Centro, Fortaleza)
80
vagas, por ordem de chegada
Com
tradução em Libras e transmissão ao vivo pelo canal do Museu no YouTube
16h às
17h | Espetáculo “Naquela Estação”, com Trupe ‘Caba de Chegar’
Local:
Auditório da Pinacoteca do Ceará (Rua 24 de Maio, s/n – Centro, Fortaleza)
80
vagas, por ordem de chegada
Com
tradução em Libras
14 de
novembro (sábado)
9h às
10h | Visita mediada “O Poço da Draga e a ferrovia”, com Izabel Lima
Local:
Poço da Draga (ponto de encontro próximo ao Pavilhão Atlântico)
20
vagas, mediante inscrição por formulário
14h às
17h | Mesa-redonda “Saberes Ferroviários: Memórias negras nos trilhos do
Ceará”, com Antônio Wilame Jr. e Eduardo Menezes | Mediação: Ana Sara Cortez
Local:
Escadaria da KUYA – Centro de Design do Ceará (Rua Dr. João Moreira, 540 -
Centro, Fortaleza)
60
vagas, por ordem de chegada
Com
tradução em Libras e transmissão ao vivo pelo canal do Museu no YouTube
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