segunda-feira, 16 de março de 2026

SEDENTARISMO

Foto divulgação

A inatividade física, muitas vezes associada a rotinas cada vez mais aceleradas e conectadas ao ambiente digital, tornou-se um dos principais desafios de saúde pública da atualidade. Em um momento em que os hábitos de vida têm impacto direto nos índices de saúde da população brasileira, o mês de março reforça um alerta importante: combater o sedentarismo e a obesidade é essencial para promover mais qualidade de vida e bem-estar.

Mais do que um fator de risco para doenças físicas, o sedentarismo também está ligado ao equilíbrio emocional e à saúde mental. A ausência de movimento no cotidiano pode contribuir para o aumento do estresse, da ansiedade e da sensação de cansaço constante. Por outro lado, incorporar atividades físicas simples à rotina — como caminhar, pedalar ou realizar exercícios leves — favorece a liberação de substâncias associadas ao bem-estar, melhora o humor e ajuda a estabelecer hábitos mais saudáveis.

Para o neuropsicólogo da Hapvida, Carol Costa Júnior, especialista em promoção da saúde, é importante estimular um estilo de vida mais ativo e equilibrado. Quando a atividade física passa a fazer parte da rotina, ela contribui para reduzir o estresse, melhorar o humor e fortalecer a sensação de bem-estar no dia a dia. A determinação ajuda a cultivar bons hábitos. “O corpo humano foi feito para o movimento, e ele é essencial também para a saúde mental. A atividade física estimula a liberação de neurotransmissores ligados ao bem-estar e favorece o equilíbrio emocional. Desde a infância, movimentar-se contribui para o desenvolvimento psicológico, social e emocional. O sedentarismo, por outro lado, está associado ao adoecimento”, ressalta.

Os dados reforçam a dimensão do problema. Segundo a pesquisa Vigitel mais recente do Ministério da Saúde, cerca de 47% dos adultos brasileiros são fisicamente inativos, enquanto mais de 80% dos adolescentes não atingem os níveis mínimos de atividade física recomendados. O levantamento também mostra mudanças no cotidiano da população: a proporção de adultos que caminham regularmente como meio de transporte caiu de 17% para 11,3%, indicando que as pessoas estão se movimentando cada vez menos nas atividades diárias.

Sedentarismo e obesidade: uma relação de risco

A falta de atividade física favorece o ganho de peso e o acúmulo de gordura corporal, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e distúrbios metabólicos. Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma doença crônica, a obesidade tem avançado de forma significativa no Brasil e está diretamente relacionada aos hábitos de vida da população.

Antes de iniciar atividades físicas, especialmente as mais intensas, é recomendado realizar uma avaliação médica, principalmente em casos de doenças pré-existentes, histórico de problemas cardíacos, obesidade severa ou dores articulares. O acompanhamento profissional ajuda a garantir que a prática seja segura e adequada às condições de cada pessoa.

A recomendação é incorporar o movimento de forma gradual e sustentável ao cotidiano. Pequenas mudanças, como substituir parte do trajeto de carro por caminhada, usar escadas ou reservar alguns minutos do dia para se exercitar, já representam um passo importante para uma vida mais ativa, equilibrada e saudável.


 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

VETMÓVEL NO ESTACIONAMENTO DO RIOMAR KENNEDY

Foto divulgação O VetMóvel, equipamento da Prefeitura de Fortaleza, realiza até o dia 31 de março, serviços gratuitos veterinários no estaci...