O
cenário epidemiológico de 2026 no Ceará acende um alerta para pais e
responsáveis. Segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), as
crianças de 1 a 4 anos concentram a maior parte das internações por Síndrome
Respiratória Aguda Grave (SRAG) neste primeiro semestre, representando 26,1%
das notificações. Em Fortaleza, a demanda por atendimentos pediátricos por
síndromes gripais chegou a quadruplicar em períodos de pico, pressionando as
emergências.
Diante
dessa sazonalidade, o pediatra do Oto Sul, Dr. Lucas Moreno, explica que a
dúvida entre tratar em casa ou buscar o hospital é o principal dilema das
famílias. “ O objetivo é garantir que a
criança que realmente precisa de suporte hospitalar seja atendida com rapidez e
eficácia além de disseminar orientações de cuidados para casos leves evitando
que fiquem expostos a outras doenças em salas de espera lotadas” afirma o
médico.
De
acordo com os especialistas, os pais devem observar sinais específicos de
agravamento:
Tosse
e Esforço Respiratório: A tosse é comum, mas o perigo real está na dificuldade
de respirar. "Observe se a criança faz força com os músculos do pescoço ou
se há afundamento entre as costelas ao puxar o ar. Esses são sinais de desconforto
respiratório que exigem atendimento imediato", alerta o pediatra do Oto
Aldeota, Dr. François.
Febre
Persistente: O critério não é apenas a temperatura, mas a duração e estado
geral da criança. Febres que ultrapassam 72 horas ou associados a moleza mesmo
quando febre passa devem ser avaliados.
Vômito
e Hidratação: O risco principal é a desidratação. Se a criança não tolera
líquidos e apresenta redução significativa da urina (mais de 6 horas sem fazer
xixi ), a intervenção médica é necessária para evitar complicações.
O
especialista reforça que o aumento na circulação de vírus como Influenza e
Rinovírus, observado nos boletins da Sesa em 2026, exige atenção redobrada à
vacinação e à higiene, mas sem pânico. "A triagem correta salva vidas e
organiza o fluxo de saúde para quem mais precisa", finaliza.

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