O
Brasil enfrenta um alerta estrutural no setor da educação: dados do Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e estudos
de consultorias educacionais apontam para um possível “apagão de professores”
nas próximas décadas, motivado pela baixa procura por cursos de licenciatura e
pelos desafios de permanência na carreira. Na contramão desse cenário nacional,
uma história de continuidade e vínculos duradouros se consolida em Fortaleza.
O
Colégio Antares tem, entre as marcas de sua trajetória, professores que
acompanham diferentes fases da vida dos estudantes e que agora reencontram
antigos alunos na condição de pais. A permanência desses profissionais ajuda a
contar uma história que vai além dos resultados acadêmicos. Ela está presente
na experiência acumulada em sala de aula, na familiaridade com a rotina escolar
e na relação de confiança construída com estudantes e famílias.
Em um
momento em que o debate sobre a carreira docente ganha espaço no país, a
continuidade do corpo docente também chama atenção para a importância de criar
condições para que profissionais experientes permaneçam na educação.
No
Antares, essa história é representada por educadoras como Luziane Holanda Melo
Monte, que leciona na instituição há 26 anos, e Tereza Cristina Barros Costa,
integrante do corpo docente há 21 anos. Ao longo de suas trajetórias, as
professoras acompanharam mudanças no perfil dos estudantes, nas práticas
pedagógicas e nas formas de ensinar, mantendo o compromisso cotidiano com o
conhecimento e a formação de novas gerações.
A
experiência desses educadores também se conecta à história de famílias que
permanecem ligadas à instituição. Na unidade Seis Bocas, por exemplo, a presença
de irmãos matriculados em diferentes etapas da educação básica evidencia a
continuidade dessa relação com a escola. É o caso de Maria Carolina de
Albuquerque, do 3º ano A, e Maria Luísa de Albuquerque, do Infantil IV, filhas
de Arthur Medeiros de Albuquerque e Maria de Carvalho Rocha de Albuquerque.
A
relação entre professores e famílias evidencia como a experiência escolar pode
permanecer significativa ao longo do tempo. Para os educadores, acompanhar o
desenvolvimento dos alunos e participar de suas trajetórias representa a
oportunidade de contribuir para a formação de diferentes gerações.
Neste
Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro, reconhecer esses profissionais
significa valorizar não apenas o conhecimento que compartilham, mas também o
tempo, a dedicação e a capacidade de construir relações duradouras. Em uma
escola, a transformação faz parte do processo educativo. A permanência de
professores experientes mostra, por sua vez, que inovar e acompanhar novas
gerações não exige romper com os vínculos que dão identidade a uma instituição.
Mais
do que uma história de longevidade profissional, a trajetória dos docentes do
Antares é um convite a refletir sobre o valor de quem permanece: profissionais
que participam da formação dos estudantes, acompanham mudanças sociais e
pedagógicas e ajudam a construir uma relação de confiança que pode se estender
por muitos anos.
Para
Judson Lima, diretor-geral do Colégio Antares, a experiência e a permanência
dos professores são parte importante da identidade da instituição. “Nosso corpo
docente reúne profissionais que constroem sua trajetória junto à escola e
acompanham de perto o desenvolvimento de diferentes gerações de estudantes.
Essa continuidade representa um patrimônio para o Antares, porque combina
experiência, compromisso com a educação e capacidade de acompanhar as
transformações do ensino. Valorizar esses profissionais é reconhecer que a
qualidade da formação dos alunos também passa pelas relações e pelos vínculos
construídos diariamente em sala de aula”, destaca.

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