Enquanto
o mundo discute o avanço da Inteligência Artificial nos escritórios, a
transformação silenciosa da construção civil brasileira acontece no chão de
fábrica e nos canteiros de obras. A Impacto, empresa cearense que completa 30
anos em 2026 com um portfólio de 34 patentes, acaba de lançar duas tecnologias
que prometem encerrar a era da “construção artesanal”: o Redutor de Nervuras e
a primeira máquina automatizada de elevação de cabos do País.
O fim
das “florestas de colunas”
O
primeiro grande salto é estético e econômico. O novo Redutor de Nervuras ataca
um dos maiores dilemas da engenharia: como vencer grandes vãos sem encher a
sala de colunas ou gastar fortunas em concreto. A solução permite que lajes
nervuradas sejam executadas com uma eficiência sem precedentes, reduzindo o
volume de material e permitindo desenhos arquitetônicos mais limpos.
Para o
engenheiro civil e inventor Joaquim Caracas, a inovação é uma resposta direta à
demanda por cidades mais inteligentes. “O mercado atual não tolera mais
desperdícios. Com o redutor, entregamos para o arquiteto a liberdade de criar
espaços amplos, bonitos e, acima de tudo, sustentáveis, pois usamos muito menos
concreto para entregar a mesma resistência estrutural”, explica Caracas.
Automação:
a precisão robótica substitui o braço
Se o
redutor de nervuras traz leveza, a nova máquina de cabos com elevação traz
precisão. Tradicionalmente, a marcação das alturas dos cabos de protensão (fase
crítica para a segurança de um prédio) era feita de forma manual, trena a
trena, por operários. Agora, é introduzida a automação total; a máquina entrega
os cabos já com as elevações exatas, prontas para a montagem.
Esta
tecnologia transforma o canteiro em uma linha de montagem de alta precisão.
“Estamos trazendo a indústria de ponta para dentro da obra. Onde havia margem
para o erro humano e o cansaço braçal, agora temos precisão robótica”, pontua o
fundador da Impacto. “É o conceito de ‘engenharia LEGO’ que defendemos há três
décadas: montagem inteligente, rápida e segura”.
Da
Letônia aos EUA, o Ceará exporta inteligência
O
lançamento dessas tecnologias ocorre no momento em que a Impacto rompe as
fronteiras nacionais. Com a primeira obra iniciada na Letônia e a recente
conquista de uma patente americana para o sistema Pavscan, a empresa prova que
o Brasil pode e deve exportar inteligência aplicada, e não apenas commodities.
As
novas soluções apresentadas este mês integram um ecossistema de 34 patentes que
posicionam a marca cearense como uma autoridade global em protensão
não-aderente. Para Caracas, a meta é clara. “Inovação não é apenas uma palavra
bonita, é o que garante que uma empresa cearense chegue aos 30 anos liderando o
mercado e sendo respeitada nos maiores centros tecnológicos do mundo”.

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