quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A REVOLUÇÃO LEGO NA CONSTRUÇÃO

Foto divulgação

Enquanto o mundo discute o avanço da Inteligência Artificial nos escritórios, a transformação silenciosa da construção civil brasileira acontece no chão de fábrica e nos canteiros de obras. A Impacto, empresa cearense que completa 30 anos em 2026 com um portfólio de 34 patentes, acaba de lançar duas tecnologias que prometem encerrar a era da “construção artesanal”: o Redutor de Nervuras e a primeira máquina automatizada de elevação de cabos do País.

O fim das “florestas de colunas”

O primeiro grande salto é estético e econômico. O novo Redutor de Nervuras ataca um dos maiores dilemas da engenharia: como vencer grandes vãos sem encher a sala de colunas ou gastar fortunas em concreto. A solução permite que lajes nervuradas sejam executadas com uma eficiência sem precedentes, reduzindo o volume de material e permitindo desenhos arquitetônicos mais limpos.

Para o engenheiro civil e inventor Joaquim Caracas, a inovação é uma resposta direta à demanda por cidades mais inteligentes. “O mercado atual não tolera mais desperdícios. Com o redutor, entregamos para o arquiteto a liberdade de criar espaços amplos, bonitos e, acima de tudo, sustentáveis, pois usamos muito menos concreto para entregar a mesma resistência estrutural”, explica Caracas.

Automação: a precisão robótica substitui o braço

Se o redutor de nervuras traz leveza, a nova máquina de cabos com elevação traz precisão. Tradicionalmente, a marcação das alturas dos cabos de protensão (fase crítica para a segurança de um prédio) era feita de forma manual, trena a trena, por operários. Agora, é introduzida a automação total; a máquina entrega os cabos já com as elevações exatas, prontas para a montagem.

Esta tecnologia transforma o canteiro em uma linha de montagem de alta precisão. “Estamos trazendo a indústria de ponta para dentro da obra. Onde havia margem para o erro humano e o cansaço braçal, agora temos precisão robótica”, pontua o fundador da Impacto. “É o conceito de ‘engenharia LEGO’ que defendemos há três décadas: montagem inteligente, rápida e segura”.

Da Letônia aos EUA, o Ceará exporta inteligência

O lançamento dessas tecnologias ocorre no momento em que a Impacto rompe as fronteiras nacionais. Com a primeira obra iniciada na Letônia e a recente conquista de uma patente americana para o sistema Pavscan, a empresa prova que o Brasil pode e deve exportar inteligência aplicada, e não apenas commodities.

As novas soluções apresentadas este mês integram um ecossistema de 34 patentes que posicionam a marca cearense como uma autoridade global em protensão não-aderente. Para Caracas, a meta é clara. “Inovação não é apenas uma palavra bonita, é o que garante que uma empresa cearense chegue aos 30 anos liderando o mercado e sendo respeitada nos maiores centros tecnológicos do mundo”.

 

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