A
performance relacional Bordando a Vida, criada pela artista Maria Valdênia, com
participação da artista Silvia Moura, realiza novas apresentações em Fortaleza
nos dias 6 e 18 de fevereiro, sempre às 16h. As ações acontecem na Praça José
Bonifácio, no Centro da cidade, e no Parque Rachel de Queiroz, no bairro
Presidente Kennedy, ampliando o encontro entre arte, território e convivência urbana.
A
proposta investiga a troca de saberes e experiências entre diferentes gerações
por meio do ato de bordar, entendido como metáfora para o compartilhamento de
memórias, histórias e aprendizados. Durante a performance, artistas e público
constroem coletivamente um tecido de seis metros de algodão cru, no qual
imagens, palavras e relatos surgem a partir da interação e da escuta.
“Em um
contexto social marcado pela aceleração do tempo e pela invisibilização do
envelhecimento, Bordando a Vida propõe tensionar estigmas associados à velhice,
reafirmando o lugar das pessoas idosas como sujeitos ativos de conhecimento,
criação e aprendizagem contínua. A performance se estrutura a partir de uma
lógica de troca não hierárquica, em que artistas e público compartilham
experiências de forma horizontal, sensível e coletiva”, explica Maria Valdênia
Realizado
pela Plataforma Imaginários (@imaginarios_arte), o projeto conta com apoio da
Secretaria da Cultura de Fortaleza (SECULTFOR) e foi selecionado no Edital para
Performance Artística | PNAB – SECULTFOR 2024, nos termos da Lei nº 14.399/2022
(PNAB), do Decreto nº 11.740/2023 e do Decreto nº 11.453/2023.
Comprometido
com a ampliação do acesso à cultura, o projeto conta com intérprete de LIBRAS
em todas as ações. Como desdobramento, será produzido um foto-livro reunindo
imagens e relatos das ações realizadas, com dois lançamentos gratuitos, também
acessíveis em LIBRAS.
Sobre
as artistas
Maria
Valdênia
Vive e
trabalha em Fortaleza. Mulher idosa, iniciou sua trajetória artística após se
aposentar como secretária executiva. Seus processos de criação começaram no
final de 2019, a partir da participação no projeto Mulheres do Mar, idealizado
por Marie Auip e produzido pela Plataforma Imaginários. Nesse contexto,
integrou a publicação do livro coletivo homônimo e apresentou a obra Lembranças
nos formatos presencial e virtual.
Em
2021, foi convidada pelo artista Eduardo Bruno a integrar o projeto Me Ensina a
Criar, no qual desenvolveu três trabalhos: a videoarte Eu amo ballet, eu odeio
ballet; o livro-performance O que é performance?; e a videoperformance Negando
o negacionismo. Desde 2024, realiza a performance Bordando a Vida em diversos
espaços de Fortaleza. Atualmente, participa de formações em artes visuais e
performance, com interesse em refletir sobre o lugar do corpo idoso na arte.
Silvia
Moura
Artista
das conexões possíveis entre corpo e pensamento, comunica-se por meio de
diferentes mídias, tendo a dança, a performance e a palavra como principais
pontes entre sua trajetória de vida e o olhar do público. Essa relação
atravessa sua chamada “dança-desabafo”, consolidando sua atuação como uma
artista de destaque nos campos da educação, produção e difusão da arte no
Ceará.
Sobre
a Plataforma
A
Plataforma Imaginários é um espaço de criação, pesquisa, fruição e memória
dedicado às artes contemporâneas e às práticas curatoriais, principalmente do
Norte-Nordeste do Brasil. Desde 2028, idealiza projetos nacionais e
internacionais que conectam territórios, corpos e narrativas diversas,
apostando na troca, na formação e na construção de novos imaginários culturais.
Agenda
Praça
José Bonifácio (Centro) – 06 de fevereiro, 16h
Parque
Rachel de Queiroz (Presidente Kennedy) – 18 de fevereiro, 16h

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