O
Ceará atingiu um marco histórico na área da saúde, ultrapassou a marca de 10
mil doações de córneas realizados na última década, consolidando-se como
referência nacional em doação e transplante de tecidos oculares. O resultado
posiciona o Estado na liderança do ranking brasileiro de transplantes de córnea
e reforça a eficiência do modelo cearense de captação.
À
frente desse trabalho está o Instituto Banco de Olhos do Ceará (IBOC), que atua
na conscientização da sociedade sobre a importância da doação e também na
exportação do modelo de sucesso para outros estados do país. O Ceará conta com
uma rede estruturada que inclui o Banco de Olhos do Ceará e parcerias
estratégicas, como o Instituto Médico Legal, vinculado à Perícia Forense do
Estado do Ceará (Pefoce).
Um dos
principais indicadores desse avanço é a chamada “fila zero” para transplante de
córnea, realidade alcançada graças à eficiência da captação, à agilidade nos
processos e ao alto índice de aceitação familiar para doação, que chega a cerca
de 80% no Estado. O percentual é considerado elevado e fundamental para
sustentar os bons resultados.
O
modelo cearense também tem servido de referência para outras unidades da
federação. O Banco de Olhos do Ceará auxilia estados como Rio de Janeiro, Minas
Gerais, Pará, Sergipe e Tocantins, tanto por meio do envio de córneas quanto
pelo compartilhamento de protocolos e estratégias de captação.
Entre
os diferenciais do programa estão a descentralização dos serviços, com quatro
núcleos do Banco de Olhos distribuídos entre a capital e o interior, e o
acolhimento humanizado às famílias doadoras. O trabalho é realizado com
sensibilidade e respeito, considerando que a doação ocorre em um momento de dor
profunda.
Para a
diretora do IBOC, Marineuza Rocha, os resultados refletem um esforço coletivo.
“O transplante é o único tratamento médico que depende diretamente da decisão
da sociedade para acontecer. Cada família que autoriza a doação transforma dor
em esperança. O Ceará mostra que, quando há organização, acolhimento e
informação de qualidade, é possível salvar e transformar vidas”, destaca.
No
Ceará, a soma entre estrutura, capacitação técnica e consciência social tem
feito a diferença, e consolidado o Estado como exemplo nacional de
solidariedade e eficiência na área de transplantes.
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