O
envelhecimento da população brasileira tem avançado de forma acelerada nas
últimas décadas, trazendo novos desafios para a saúde pública e para a
qualidade de vida da população. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) indicam que a expectativa de vida no país chegou a 76,6
anos, o maior índice da série histórica recente.
Esse
cenário também se reflete no crescimento da população idosa. Em pouco mais de
uma década, a proporção de brasileiros com 60 anos ou mais passou de 11,3% para
16,1% da população, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios Contínua (PNAD), do IBGE. O avanço da longevidade reforça a
necessidade de olhar para a saúde de forma preventiva ao longo da vida.
Para o
médico Dr. André Guanabara, envelhecer com qualidade depende de um conjunto de
fatores que começam muito antes da terceira idade. “Hoje sabemos que muitas
doenças associadas ao envelhecimento, como diabetes, problemas cardiovasculares
e alterações metabólicas, podem ser prevenidas ou controladas quando existe
acompanhamento médico e atenção aos hábitos de vida”, explica.
Segundo
o médico, a medicina preventiva tem justamente o objetivo de identificar riscos
precocemente e promover mudanças que contribuam para um envelhecimento mais
saudável. Entre os principais pilares estão alimentação equilibrada, prática
regular de atividade física, sono adequado e controle de fatores metabólicos.
A
Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que a saúde ao longo da vida é um
dos fatores que mais influenciam a forma como as pessoas envelhecem, impactando
diretamente autonomia, bem-estar e participação social em idades mais
avançadas.
Na
prática, isso significa que viver mais não é necessariamente sinônimo de viver
melhor. O acompanhamento médico regular permite monitorar indicadores
importantes da saúde e ajustar estratégias antes que problemas mais graves se
desenvolvam.
“Envelhecer
faz parte do ciclo natural da vida, mas chegar à terceira idade com autonomia e
disposição depende muito das escolhas feitas ao longo do caminho. A medicina
preventiva permite agir antes que a doença apareça, preservando a qualidade de
vida por mais tempo”, conclui o especialista.

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