O Museu da Fotografia (MFF) lança,
neste mês, uma nova temporada do projeto Imagens Sonoras, iniciativa que vem
conquistando público ao propor uma experiência sensorial e reflexiva a partir
de álbuns icônicos da música brasileira. Com edições mensais até setembro, o
projeto celebra, em 2026, dois anos de realização, consolidando-se como um
espaço de diálogo entre diferentes linguagens artísticas.
O primeiro encontro acontece no
próximo sábado, dia 18, às 15h, com condução de Régis Amora. Nesta edição, o
artista Daniel Peixoto participa como convidado especial para comentar o disco
Acabou Chorare, dos Novos Baianos, obra emblemática da música brasileira. A
partir da fotografia da capa do álbum, a proposta é promover uma imersão que
articula referências musicais e visuais, além de refletir sobre o contexto
sociopolítico do período em que a obra foi produzida.
Idealizado e conduzido pelo artista e
pesquisador Régis, o projeto parte da premissa de que capas de discos são
também documentos históricos e estéticos, capazes de revelar narrativas visuais
que dialogam diretamente com a sonoridade e o tempo em que foram criadas. “A
ideia é abrir essas imagens para o público, ampliando o olhar sobre o que elas
dizem, e também sobre o que silenciam”, destaca o curador.
Ao longo de suas nove edições já
realizadas, o Imagens Sonoras reuniu mais de 400 participantes e contou com
oito convidados especiais, entre artistas, músicos e pesquisadores. Nomes como
Vannick Belchior, Makem e Kátia Freitas já passaram pelo projeto, contribuindo
para a construção de um espaço plural de escuta e troca.
O Imagens Sonoras reafirma o papel do
Museu da Fotografia como um espaço de experimentação, formação de público e
diálogo entre diferentes linguagens artísticas. A atividade tem como proposta
ampliar os encontros entre as artes dentro do museu, promovendo reflexões que
vão além da fotografia e abrem espaço para outras vertentes, como a música e a
literatura. A iniciativa reforça a vocação do equipamento como lugar de troca,
pensamento e fruição cultural, contribuindo para ampliar a percepção do público
sobre a diversidade da cultura brasileira.
Serviço
Projeto Imagens Sonoras – nova
temporada
Data: 18 de abril (sábado)
Horário: 15h
Local: Museu da Fotografia (MFF)
Periodicidade: encontros mensais até
setembro
Minibio – Régis Amora
Membro fundador do Descoletivo, Régis
Amora é artista e pesquisador com atuação destacada na fotografia
contemporânea. Foi finalista do Prêmio La Salita, na Espanha, com o ensaio
Corpos. Em 2018, foi premiado no 69º Salão de Abril com o trabalho Cine Casa e,
em 2022, venceu o Prêmio Lovely na categoria Melhor Fotolivro. Já expôs seus
trabalhos em diferentes regiões do Brasil e em países como Espanha, Portugal e
Guiana Francesa. Assina a curadoria das exposições Chico Albuquerque Revelado,
no Museu da Fotografia de Fortaleza, e A Palavra e o Som, no Centro Cultural
Banco do Nordeste. É autor dos fotolivros Atlas Drag e Cine Casa.
SOBRE O MUSEU DA FOTOGRAFIA FORTALEZA
Inaugurado em 10 de março de 2017, o
Museu da Fotografia Fortaleza (MFF) conta com dois andares de acervo fixo e um
dedicado a exposições temporárias.
Com uma equipe de mais de 40
profissionais atuando nos setores de educação, ação social, cultura e administração,
o museu garante sua manutenção e realiza atividades que fortalecem a relação
com a comunidade e preservam a memória de Fortaleza e do mundo. Atualmente, o
museu conta com quatro programas principais,
Museu na Comunidade, Museu na Saúde, Museu Acessível e Museu Itinerante,
que juntos englobam 12 projetos.
O MFF oferece cursos, oficinas e
visitas guiadas, especialmente para a terceira idade, artistas, estudantes e
educadores, em parceria com secretarias estaduais e municipais de Cultura,
Turismo e Educação.
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