sexta-feira, 17 de abril de 2026

IMAGENS SONORAS

Banner de divulgação

O Museu da Fotografia (MFF) lança, neste mês, uma nova temporada do projeto Imagens Sonoras, iniciativa que vem conquistando público ao propor uma experiência sensorial e reflexiva a partir de álbuns icônicos da música brasileira. Com edições mensais até setembro, o projeto celebra, em 2026, dois anos de realização, consolidando-se como um espaço de diálogo entre diferentes linguagens artísticas.

O primeiro encontro acontece no próximo sábado, dia 18, às 15h, com condução de Régis Amora. Nesta edição, o artista Daniel Peixoto participa como convidado especial para comentar o disco Acabou Chorare, dos Novos Baianos, obra emblemática da música brasileira. A partir da fotografia da capa do álbum, a proposta é promover uma imersão que articula referências musicais e visuais, além de refletir sobre o contexto sociopolítico do período em que a obra foi produzida.

Idealizado e conduzido pelo artista e pesquisador Régis, o projeto parte da premissa de que capas de discos são também documentos históricos e estéticos, capazes de revelar narrativas visuais que dialogam diretamente com a sonoridade e o tempo em que foram criadas. “A ideia é abrir essas imagens para o público, ampliando o olhar sobre o que elas dizem, e também sobre o que silenciam”, destaca o curador.

Ao longo de suas nove edições já realizadas, o Imagens Sonoras reuniu mais de 400 participantes e contou com oito convidados especiais, entre artistas, músicos e pesquisadores. Nomes como Vannick Belchior, Makem e Kátia Freitas já passaram pelo projeto, contribuindo para a construção de um espaço plural de escuta e troca.

O Imagens Sonoras reafirma o papel do Museu da Fotografia como um espaço de experimentação, formação de público e diálogo entre diferentes linguagens artísticas. A atividade tem como proposta ampliar os encontros entre as artes dentro do museu, promovendo reflexões que vão além da fotografia e abrem espaço para outras vertentes, como a música e a literatura. A iniciativa reforça a vocação do equipamento como lugar de troca, pensamento e fruição cultural, contribuindo para ampliar a percepção do público sobre a diversidade da cultura brasileira.

Serviço

Projeto Imagens Sonoras – nova temporada

Data: 18 de abril (sábado)

Horário: 15h

Local: Museu da Fotografia (MFF)

Periodicidade: encontros mensais até setembro

Minibio – Régis Amora

Membro fundador do Descoletivo, Régis Amora é artista e pesquisador com atuação destacada na fotografia contemporânea. Foi finalista do Prêmio La Salita, na Espanha, com o ensaio Corpos. Em 2018, foi premiado no 69º Salão de Abril com o trabalho Cine Casa e, em 2022, venceu o Prêmio Lovely na categoria Melhor Fotolivro. Já expôs seus trabalhos em diferentes regiões do Brasil e em países como Espanha, Portugal e Guiana Francesa. Assina a curadoria das exposições Chico Albuquerque Revelado, no Museu da Fotografia de Fortaleza, e A Palavra e o Som, no Centro Cultural Banco do Nordeste. É autor dos fotolivros Atlas Drag e Cine Casa.

SOBRE O MUSEU DA FOTOGRAFIA FORTALEZA

Inaugurado em 10 de março de 2017, o Museu da Fotografia Fortaleza (MFF) conta com dois andares de acervo fixo e um dedicado a exposições temporárias.

Com uma equipe de mais de 40 profissionais atuando nos setores de educação, ação social, cultura e administração, o museu garante sua manutenção e realiza atividades que fortalecem a relação com a comunidade e preservam a memória de Fortaleza e do mundo. Atualmente, o museu conta com quatro programas principais,  Museu na Comunidade, Museu na Saúde, Museu Acessível e Museu Itinerante, que juntos englobam 12 projetos.

O MFF oferece cursos, oficinas e visitas guiadas, especialmente para a terceira idade, artistas, estudantes e educadores, em parceria com secretarias estaduais e municipais de Cultura, Turismo e Educação.


 

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