O projeto YUGO, concebido e interpretado pela artista colombiana
radicada em Fortaleza, Daniela Yara Cantillo Castrillón, realiza uma circulação
por espaços culturais da capital cearense com programação gratuita que inclui
oficinas e apresentação de dança afro-colombianas da região do Caribe.
A abertura acontece no Condomínio Ágata, no bairro Henrique Jorge, dia
22 de abril, às 18h, com oficina de danças afro-colombianas da região do
Caribe, seguida, no dia 23, às 18h, de vivências com a SAIA — elemento central
do figurino e da dramaturgia do solo.No dia 26 de abril, às 18h30, o público
confere a apresentação do espetáculo YUGO.
A programação segue de 6 a 8 de maio na Escola Porto Iracema das Artes e
de 13 a 15 de maio na Vila das Artes.
Com mais de 13 anos de trajetória, YUGO é um solo de dança marcado pela
pesquisa independente e pela relação entre criação artística e prática pedagógica.
O projeto propõe uma imersão em danças tradicionais do Caribe colombiano e
promove encontros com o público por meio de vivências que estimulam a troca de
experiências, memórias e afetos.
Inspirado no monólogo literário “Anália Tu Bari”, do autor colombiano
Roberto Burgos, o espetáculo aborda a história de uma mulher africana
escravizada no período colonial, trazendo à cena reflexões sobre memória,
identidade, resistência e o protagonismo feminino. A obra se constrói como um
manifesto corporal que dialoga com questões sociais como racismo e misoginia.
As oficinas têm como foco aproximar o público das expressões culturais
afro-colombianas, destacando suas matrizes africanas e indígenas e suas
conexões com a cultura brasileira.
A maioria das atividades conta com acessibilidade em Libras.
Sinopse YUGO: Sua aparência se baseia no doloroso exercício de recordar,
de viver em um passado que o consome e o força a romper todos os laços, tudo
que o mantém escravo de sua própria memória… É hora de descansar.
Sobre a Oficina – Danças Afro-Colombianas da Região do Caribe - A
oficina propõe a aproximação com ritmos e danças tradicionais e populares da
região do Caribe colombiano, originados de matrizes africanas e indígenas.
Essas expressões revelam memórias dos territórios, o cotidiano, os afetos, os
encantamentos e outras dimensões que constituem a ancestralidade das
comunidades.
Apesar de ser uma criação autoral, YUGO, conta com as confluências e
contribuições artísticas de artistas cearenses. Dayana Soufer como
dramaturgista da peça e Ciel Carvalho como criador da iluminação. Estes dois
artistas fortaleceram a identidade do trabalho, criando narrativas que exaltam
a identidade, subjetividade e os afetos que são entrelaçados com as
historicidades de mulheres que somam o solo interpretativo da artista Yara.
Marcelina Acácio, produtora e artista interdisciplinar, que acompanha a
execução do projeto com um olhar crítico e poético. Gabi Motta e Thiago Rouche
são os responsáveis pela identidade Visual, que desenharam e deram uma
continuidade espiralar da ancestralidade que emerge do trabalho. Rapha Anacé,
criador do Tecno Tapeba, fez da música um canto de resistência, luta,
resiliência e alegria com sonoridades, reflexo da sua identidade como pessoa
indigena. O agradecimento é para cada pessoa da equipe que veio para gerar.
O projeto YUGO foi contemplado no X Edital das Artes de Fortaleza, da
Secretaria Municipal da Cultura, por meio da Lei nº 10.432/2015.
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