Cuidar
da saúde vai além de buscar atendimento em momentos de crise. A medicina
preventiva, baseada no acompanhamento contínuo ao longo da vida, é o fator mais
determinante para a longevidade com qualidade. Da pediatria à geriatria, cada
etapa cumpre um papel estratégico no diagnóstico precoce de doenças.
De
acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevenção e o diagnóstico
precoce poderiam evitar até 80% dos casos de doenças cardíacas, acidentes
vasculares cerebrais (AVC) e diabetes tipo 2.
"O
paciente que mantém um histórico linear, com o suporte de um clínico geral que
centraliza suas informações, aumenta drasticamente as chances de intervir
precocemente em patologias silenciosas", explica o Dr. Jefferson Cunha
Magalhães, clínico geral.
A
jornada começa na pediatria, com foco no desenvolvimento e na imunização. Na
vida adulta, o clínico geral coordena a rotina de exames e o encaminhamento a
especialistas, além de avaliar a necessidade de cirurgias eletivas. Com o envelhecimento
da população brasileira tendência
crônica apontada pelo IBGE , a geriatria entra para preservar a autonomia do
idoso.
"O
pediatra é o primeiro guardião desse histórico; as decisões e o acompanhamento
feitos na infância refletem diretamente na saúde do adulto que esse indivíduo
se tornará", pontua o médico pediatra Dr. François Ponte. Para a eficácia
dos tratamentos, a fragmentação das informações é um desafio. Quando consultas,
exames, cirurgias e o atendimento pediátrico são realizados em um mesmo
ecossistema integrado. Este é o modelo adotado em estruturas como a unidade Oto
Aldeota, há um ganho expressivo na precisão diagnóstica e na segurança clínica
do paciente desde os seus primeiros anos de vida.
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