O
empresário Eduardo Gomes de Matos, fundador da Gomes de Matos Consultoria e
organizador do Fórum Novo Mercado, compara a gestão empresarial à atuação
política para explicar por que empresas prosperam enquanto o Estado enfrenta
dificuldades para avançar. Para ele, a diferença está na forma como cada
ambiente lida com os resultados de suas decisões.
“Presidente
culpa Congresso. O Congresso culpa o presidente. Os dois culpam o mercado, a
economia mundial, a história”, afirma. Na avaliação do empresário, a troca de
acusações entre agentes públicos dificulta a identificação dos responsáveis por
decisões mal sucedidas e a solução de problemas que afetam o país.
No
ambiente empresarial, segundo Gomes de Matos, a dinâmica é diferente.
Executivos precisam responder pelo desempenho das organizações, avaliar erros e
buscar alternativas diante de dificuldades econômicas, perdas de clientes ou
resultados abaixo do esperado. Essa cobrança favorece a tomada de decisões e a
busca por soluções.
“CEO?
A culpa é só dele”, resume. Para o consultor, os líderes empresariais precisam
assumir as consequências de suas escolhas, em vez de atribuir os resultados
negativos exclusivamente a fatores externos. “Se fracassar, é minha culpa”,
afirma o empresário, ao destacar a importância de reconhecer erros e corrigir
os rumos do negócio. Na avaliação dele, essa postura contribui para a
capacidade de adaptação e o crescimento das empresas.
Gomes
de Matos considera ainda que a diluição de responsabilidades na política produz
o efeito contrário: sem clareza sobre quem responde pelas decisões, a correção
de falhas se torna mais difícil e o Estado perde capacidade de avançar. Para
ele, ampliar a cobrança por resultados na gestão pública é essencial para
melhorar a administração e impulsionar o desenvolvimento do país.

Nenhum comentário:
Postar um comentário