Com a
chegada da temporada de chuvas, muitos proprietários de veículos reduzem ou
suspendem os cuidados estéticos, acreditando que a água da chuva é suficiente
para manter o carro limpo. Especialistas alertam, no entanto, que esse
comportamento pode acelerar processos de degradação da pintura, dos vidros e de
componentes metálicos, comprometendo tanto a aparência quanto o valor de
revenda do veículo.
Diferentemente
do que se imagina, a água da chuva não tão inofensiva como se imagina. Ela
carrega poluentes atmosféricos e minerais que, ao secarem sobre a lataria
exposta ao sol, favorecem o surgimento de manchas no verniz e nos vidros. A
permanência da umidade sobre a superfície também pode contribuir para processos
de corrosão, especialmente em áreas menos protegidas do veículo.
Segundo
Alex Teixeira, Técnico Internacional da Vonixx e especialista no assunto, o
período chuvoso exige uma abordagem preventiva baseada em proteção química, e
não apenas na limpeza. “O maior problema não é a sujeira visível, mas a água
parada sobre a superfície. O uso de selantes sintéticos ou ceras à base de
sílica cria uma barreira de proteção e reduz a aderência da água e dos
contaminantes, permitindo que eles escorram antes de causar danos ao verniz”,
explica.
Essa
proteção, além de preservar a pintura, contribui para a manutenção do valor do
veículo ao longo do tempo. A hidrofobia facilita a remoção da sujeira durante o
uso diário, reduzindo a necessidade de lavagens agressivas e minimizando o
desgaste da superfície.
No
interior do veículo, a umidade excessiva pode favorecer o surgimento de mofo e
odores desagradáveis. A recomendação é evitar o acúmulo de tapetes molhados,
manter a ventilação do habitáculo sempre que possível e realizar limpezas
periódicas, especialmente em épocas de maior incidência de chuva.

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