A
endometriose é uma doença ginecológica crônica que afeta milhões de mulheres em
idade reprodutiva e ainda representa um grande desafio para a medicina.
Caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do
útero, a condição pode causar dor pélvica intensa, cólicas menstruais
incapacitantes, dor durante a relação sexual, alterações intestinais e
urinárias, além de dificuldades para engravidar.
“A
endometriose ainda enfrenta o desafio do diagnóstico tardio, principalmente
porque a dor da mulher é muitas vezes normalizada. O cuidado precisa ser
individualizado e baseado na escuta atenta, para garantir mais qualidade de
vida às pacientes”, destaca o profissional da saúde e professor do curso de
Medicina da Universidade Federal do Ceará, Dr. Leonardo Bezerra.
O
especialista também ressalta sobre a importância do tratamento para a endometriose.
“O tratamento da endometriose vai além do controle da dor; com acompanhamento
adequado e diagnóstico precoce, é possível oferecer mais conforto, autonomia e
qualidade de vida à mulher”.
Falar
sobre endometriose é essencial para ampliar o acesso à informação, reduzir
estigmas e incentivar o diagnóstico precoce. Quanto mais cedo a doença é
identificada, maiores são as chances de controle dos sintomas e preservação da
qualidade de vida. O diálogo aberto entre paciente e profissional de saúde é um
passo fundamental para transformar o cuidado com a saúde feminina.
Saiba
mais sobre Dr. Leonardo Bezerra
Especialista
em Cirurgia Robótica, Laparoscopia Ginecológica, Uroginecologia, Dor Pélvica e
Endometriose. Formado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC),
possui mestrado e doutorado em ginecologia pela Universidade Federal de São
Paulo (USP). Professor adjunto da UFC, supervisor da residência médica de
Endoscopia Ginecológica da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC/UFC) e
orientador no Mestrado e Doutorado em Cirurgia da mesma universidade.

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