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Doença de Alzheimer representa um dos maiores desafios da saúde pública global.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mais de 55 milhões de
pessoas convivem com demência no mundo, sendo o Alzheimer responsável por até
80% dos casos. No Brasil, estimativas do Ministério da Saúde apontam cerca de
1,2 milhão de pacientes, número que pode triplicar até 2050 com o
envelhecimento populacional.
Segundo
o Dr. Reed André Siquera Severo, coordenador da neurologia do Hospital OTO
Aldeota, é preciso atenção para não confundir os primeiros sinais com o
envelhecimento natural. O especialista alerta que esquecimentos frequentes de
recados recentes, dificuldades para planejar tarefas rotineiras, desorientação
no tempo e no espaço, problemas de linguagem e mudanças repentinas de
comportamento ou humor são sinais inequívocos que exigem avaliação médica
imediata.
O
diagnóstico combina testes neuropsicológicos, exames laboratoriais e de imagem,
como a ressonância magnética. O médico ressalta que o tratamento atual vai além
da medicação, integrando reabilitação cognitiva, exercícios físicos e suporte
nutricional para preservar a autonomia do paciente por mais tempo. Além disso,
o controle de fatores de risco como hipertensão, diabetes, sedentarismo e
isolamento social pode evitar ou retardar até 40% dos casos de demência.
Apesar
de ser uma condição neurodegenerativa e progressiva, o diagnóstico precoce é
fundamental para adiar o avanço dos sintomas e garantir bem-estar ao paciente e
aos cuidadores.

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