Mesmo
diante de um cenário de maior atenção ao orçamento, os brasileiros seguem
encontrando espaço para os livros em seu dia a dia. Uma pesquisa da Serasa, em
parceria com o Instituto Opinion Box, revela que 47% consideram a compra de
livros um investimento, e 54% adquiriram pelo menos um exemplar nos últimos 12
meses. Ao mesmo tempo, 70% afirmam já ter deixado de comprar um livro por falta
de dinheiro.
Para
81% dos entrevistados, os livros ampliam a visão de mundo e ajudam a enxergar a
vida sob novas perspectivas. Além disso, 57% afirmam ler em busca de saúde
mental, enquanto 56% veem a leitura como uma ferramenta de aprendizado e
conhecimento.
"A
pesquisa mostra que o brasileiro atribui valor aos livros e à leitura, mas
também precisa fazer escolhas diante das limitações do orçamento. Esse
comportamento reforça a importância do planejamento financeiro para que
investimentos em educação, cultura e desenvolvimento pessoal possam fazer parte
da rotina das famílias", afirma Eduarda de Moraes, especialista da Serasa
em educação financeira.
Promoções
impulsionam a decisão de compra
Os
dados da pesquisa indicam que promoções exercem forte influência sobre a compra
de livros. Entre os entrevistados, 41% afirmam comprar mais livros do que
realmente precisam quando encontram descontos e ofertas. A frequência de compra
também demonstra um mercado ativo: 31% dos consumidores costumam adquirir
livros a cada dois ou três meses, enquanto 60% gastaram até R$200 com livros ao
longo dos últimos 12 meses.
Ao
analisar as preferências, o livro físico é a principal escolha de 73% dos
entrevistados, seguido pelo e-book (23%) e audiobook (4%). Entre quem prefere o
livro físico, o prazer da experiência sensorial (folhear, cheiro de livro e
textura) é o principal motivo, citado por 58%, além de facilitar a
concentração, escolhido por 49%. Já nos formatos digitais, a conveniência pesa
mais do que o custo: praticidade (64%) e a possibilidade de ler em qualquer
lugar (60%) são os principais motivos para a escolha de um e-book, à frente do
preço mais acessível (43%).
“Não
existe um formato melhor que o outro: a escolha depende da rotina e das
necessidades de cada pessoa. O mais importante é aproveitar promoções de forma
consciente, priorizando títulos que realmente serão lidos e que caibam no
orçamento, para que o desconto não se transforme em um incentivo ao consumo por
impulso", comenta Eduarda de Moraes.
Redes
sociais transformam o mercado editorial
A
forma como os brasileiros descobrem novos livros também mudou: 51% afirmam
conhecer novos títulos por meio das redes sociais, superando as indicações de
amigos e familiares (43%) e os sites, blogs e newsletters (27%).
Esse
movimento tem reflexos diretos nas decisões de compra, já que 72% dos
consumidores já compraram um livro após uma recomendação vista nas redes
sociais, enquanto 64% adicionaram títulos à lista de desejos e 45% passaram a
seguir autores ou editoras depois de consumir esse tipo de conteúdo.
"As
redes sociais ampliaram o acesso a recomendações e ajudaram a criar comunidades
de leitores, tornando a leitura mais presente no dia a dia dos brasileiros. Ao
mesmo tempo, é importante desenvolver um consumo consciente, pois nem toda
tendência precisa virar compra imediata”, reforça a especialista. “Criar uma lista
de desejos, esperar o momento certo para adquirir um livro e definir um
orçamento para esse tipo de gasto são estratégias que permitem aproveitar esse
universo sem comprometer a saúde financeira".
Para
além das redes, feiras e bienais também seguem sendo um importante espaço de
troca e descobertas de novas histórias. Cerca de 21% dos entrevistados listam
eventos de livro como um local para descobrir novos exemplares, sendo também
citado por 23% como um espaço de compra. Além disso, 44% dos entrevistados
revelam ir ou já terem ido a feiras, bienais e eventos de livrarias e, outros
31% que nunca foram, possuem interesse em frequentar, mostrando também a
importância de trocas presenciais para esse público.
Informações
à imprensa
serasa@vcrp.com.br
Metodologia
A
pesquisa foi realizada pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box,
entre os dias 15 e 26 de junho de 2026, com 1.261 entrevistados de todas as
regiões do país. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais.
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