Muitas
pessoas talvez ainda pensem que o urologista está para o homem como o
ginecologista está para a mulher. De fato, a urologia se dedica ao aparelho
reprodutor masculino, mas também cuida da saúde urinária de ambos os sexos.
Mulheres devem procurar a especialidade quando apresentam infecções urinárias
de repetição, incontinência urinária, cálculos renais ou alterações na bexiga.
O
rastreamento do câncer de próstata é um ponto central do check-up urológico
para homens. É cada vez mais comum, no debate público, falar sobre a
importância de os homens buscarem atendimento médico regular, a fim de se
afastarem ao máximo de um diagnóstico tardio da doença.
Neste
contexto, dúvidas podem surgir entre os homens: Com que idade devo procurar um
urologista? Qual deve ser a frequência das consultas? Existe algum exame
preventivo que eu possa fazer desde jovem que garanta a detecção de um eventual
câncer no estágio mais precoce possível?
Em
geral, recomenda-se a primeira consulta com o urologista a partir dos 45 anos
para pessoas sem sintomas, que deve ser repetida anualmente. O Dr. Diego
Capibaribe, médico da especialidade, explica que “essa avaliação pode (e deve)
ocorrer antes disso em casos de histórico familiar de doenças urológicas,
câncer, infecções urinárias recorrentes, alterações urinárias ou disfunções
sexuais”.
O
rastreamento do câncer de próstata envolve, principalmente, a dosagem do PSA
(antígeno prostático específico) por meio de exame de sangue e o exame de toque
retal, que são complementares e fundamentais para uma avaliação adequada da
próstata.
Segundo
o Dr. Capibaribe, também há, hoje, exames complementares que podem ser
solicitados pelo médico especialista de acordo com a necessidade de cada
paciente. “Ressonância magnética multiparamétrica da próstata, ultrassonografia
transretal e biópsia da próstata guiada por fusão de imagens são exemplos de
análises que esclarecem o diagnóstico de câncer de próstata, permitindo avaliar
a extensão da doença e orientar a conduta clínica”, elenca o urologista.
De
forma geral, trata-se de avaliações acessíveis à população, mas com diferenças
importantes conforme o tipo de exame e a rede de atendimento. No SUS, a
ultrassonografia transretal e a biópsia da próstata estão previstas e podem ser
realizadas, embora muitas vezes haja filas e tempo de espera.
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