Há
dois anos, a rotina de Débora Silva ganhou um novo endereço: a clínica de
atendimento TEA da Hapvida. Foi lá que seu filho, Antônio Manoel Silva, hoje
com 5 anos, passou a receber o tratamento e estímulos necessários para desbravar
o mundo à sua própria maneira.
Recentemente,
a caminhada da família enfrentou um novo desafio: o diagnóstico de câncer de
Débora, o que a afastou temporariamente de algumas atividades. Agora, em pleno
processo de retomada, um dos momentos mais felizes de sua rotina é conseguir
voltar a levar o pequeno Antônio para o lugar onde ele tanto gosta de estar.
A
história de Antônio traduz perfeitamente o significado da Semana Nacional da
Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, que entre os dias 21 e 28 de
agosto busca conscientizar a sociedade sobre as necessidades específicas desse
grupo, combater o preconceito e o capacitismo, e promover a inclusão social
plena.
Para a
terapeuta ocupacional da Hapvida, Lucyanne Regina Luz da Silva Seixas, a semana
serve de alerta para a importância do diagnóstico precoce que pode transformar
o desenvolvimento de crianças. “Identificar os sinais de alerta na primeira
infância, como atrasos na fala, dificuldades na interação social e barreiras no
desenvolvimento motor e iniciar as terapias adequadas o quanto antes é o
segredo para abrir portas rumo à autonomia e à qualidade de vida”, explica a
terapeuta.
Para
Débora, ver o filho cruzar as portas da clínica é a certeza de que todo esforço
vale a pena. Mesmo enfrentando o desgaste do tratamento oncológico, o sorriso
do filho ao reencontrar a equipe de profissionais que cuida renova suas
energias.
"Passar
pelo tratamento do câncer não tem sido fácil, mas ver a alegria do Antônio ao
voltar para a clínica me dá uma força que eu nem sabia que tinha. Ele ama estar
aqui e, nesses dois anos de tratamento, a evolução dele é nítida. O diagnóstico
precoce mudou as nossas vidas, garantiu que o meu filho recebesse o estímulo
certo na hora certa. Estar aqui hoje, trazendo-o pela mão, é celebrar a vida dele
e a minha vitória também”, conta emocionada.
A
força da equipe multiprofissional: O sucesso do desenvolvimento de Antônio é
fruto de um trabalho integrado de uma equipe que une ciência e sensibilidade.
Cada especialidade atua para garantir ganhos reais na rotina da criança. A
autonomia para realizar atividades cotidianas, como brincar e se vestir, passa
diretamente pelas mãos da terapia ocupacional, que trabalha a integração
sensorial e a coordenação.
“O
papel da Terapia Ocupacional é estruturar o mundo para que a criança com TEA
consiga interagir com ele da forma mais funcional possível. Quando intervimos
cedo, conseguimos moldar respostas sensoriais e motoras que vão garantir a
independência dessa criança no futuro. Ver o Antônio progredir e a felicidade
da Débora ao acompanhar esse processo nos mostra que a terapia vai muito além
do consultório, ela reconecta a família", diz a terapeuta ocupacional,
Lucyanne Seixas, da Hapvida.
Na
comunicação, a fonoaudiologia assume o papel de expandir as barreiras da
linguagem, permitindo que a criança expresse seus sentimentos e compreenda o
ambiente ao seu redor. De acordo com a fonoaudióloga, da Hapvida, Jacqueline
Girão, a comunicação é a base de qualquer interação social.
“Na
fonoaudiologia, trabalhamos desde a fala funcional até a expressão não-verbal,
respeitando o tempo de cada criança. O diagnóstico precoce é fundamental porque
o cérebro na primeira infância tem uma plasticidade incrível. O Antônio
desenvolveu ferramentas lindas para se comunicar nesses dois anos, e a presença
ativa da família, mesmo diante de tantos desafios, é o que potencializa esse
resultado”, reforça.
O
desenvolvimento motor e o equilíbrio, fundamentais para que a criança explore o
espaço com segurança e confiança, completam o ciclo de cuidados através da
fisioterapia. O fisioterapeuta Thiago da Rocha Santos diz que muitas pessoas
não sabem, mas o TEA também pode trazer desafios na coordenação motora, no equilíbrio
e no tônus muscular.
“Na
fisioterapia, usamos o lúdico para que a criança ganhe consciência corporal,
força e agilidade. O Antônio é um guerreiro e adora os desafios físicos que
propomos. Garantir que ele se movimente com autonomia é dar a ele a liberdade
de interagir plenamente com o mundo”, completa o fisioterapeuta da Hapvida.
Um
chamado à conscientização: A Semana Nacional lembra que os sinais de atraso no
desenvolvimento não devem ser negligenciados. Consultar um neuropediatra e buscar
apoio multiprofissional diante dos primeiros sinais é um ato de amor e
responsabilidade. Clínicas especializadas, como as da Hapvida, mostram que o
acompanhamento contínuo e precoce não remove apenas barreiras clínicas, ele
acolhe mães como Débora e transforma o futuro de crianças como Antônio.

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