O
networking empresarial deve entrar em uma fase de maior profissionalização em
2026, com destaque para três movimentos: o uso de inteligência artificial para
qualificar conexões, a consolidação de grupos menores e mais especializados e a
adoção de métricas que permitam mensurar a efetividade das relações. A avaliação
é de Cleiton Benízio, diretor do BNI Ceará, rede que integra mais de 200
empresários no Estado e acompanha tendências globais de relacionamento
profissional.
Segundo
Benízio, a IA passa a atuar como suporte na preparação de reuniões, na
identificação de potenciais parceiros e na organização de dados que ajudam a
entender a qualidade das interações, sinalizando um novo padrão de eficiência.
Outro ponto é a ascensão de microgrupos estruturados, como encontros
segmentados por setor, horário ou perfil de atuação, capazes de gerar maior
profundidade nas trocas. “O profissional de 2026 não busca quantidade, busca
assertividade. Estamos vendo empresários priorizando ambientes que realmente
geram encaminhamentos, reciprocidade e negócios concretos”, afirma.
O dirigente
também aponta que o próximo ano deve marcar a consolidação de indicadores de
relacionamento, como taxa de participação, devolutiva de referências e
engajamento em ações coletivas, como ferramentas de gestão das redes. Para ele,
essa maturidade reflete uma mudança cultural. “O networking deixou de ser
espontâneo. Ele virou método, disciplina e estratégia. Quem entender isso
primeiro vai ocupar os melhores espaços e construir relações mais consistentes
no mercado cearense”, conclui Benízio.

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