O
aumento dos casos de infertilidade masculina tem preocupado especialistas em
saúde reprodutiva. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS),
cerca de 50% dos casos de infertilidade nos casais têm origem exclusivamente
masculina, e esse número vem crescendo nas últimas décadas.
Segundo
o urologista Dr. Pedro Figueira, diversos fatores ligados ao estilo de vida
moderno estão diretamente associados à queda na qualidade do sêmen, incluindo
má alimentação, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, estresse
crônico e uso frequente de dispositivos eletrônicos sobre a região pélvica.
“A
fertilidade masculina está intimamente ligada à saúde geral. Homens que mantêm
hábitos saudáveis têm maior produção de espermatozoides com boa motilidade e
morfologia. Já aqueles expostos ao estresse, má alimentação e excesso de calor
na região testicular, como acontece com o uso prolongado de notebooks no colo,
podem ter alterações significativas na fertilidade”, explica o Dr. Pedro
Figueira.
Apesar
de muitas vezes negligenciada, a investigação da fertilidade masculina é
fundamental no processo de avaliação de casais que enfrentam dificuldades para
engravidar. O espermograma ainda é o exame básico para esse diagnóstico, mas
outros testes complementares podem ser solicitados, principalmente quando há
suspeita de varicocele ou alterações hormonais.
Além
do diagnóstico precoce, a adoção de hábitos saudáveis pode reverter ou
minimizar quadros de infertilidade leve a moderada, além de melhorar a saúde
sexual como um todo.
“Estamos
vendo cada vez mais homens jovens com quadros de infertilidade evitável. É
preciso levar a saúde urológica a sério desde cedo e entender que fertilidade
também é assunto de homem”, complementa Dr. Pedro.
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