A
Câmara Municipal de Fortaleza recebeu, nesta terça-feira (6), o Projeto de Lei
nº 0293/2025, de autoria do vereador Pedro Matos (Avante), que propõe a
obrigatoriedade da adoção do novo Símbolo Internacional de Acessibilidade (ISA)
em edificações, equipamentos urbanos, vias públicas e materiais de comunicação
institucional no município.
Desenvolvido
pela Organização das Nações Unidas (ONU), o novo símbolo apresenta uma figura
humana em movimento dentro de um círculo, representando, de forma mais
abrangente, a diversidade de pessoas com deficiência. A proposta substitui o
ícone tradicional da cadeira de rodas — ainda amplamente utilizado — por uma
imagem que contempla pessoas com mobilidade reduzida e também aquelas com
deficiências sensoriais, cognitivas, múltiplas ou não visíveis.
Segundo
Pedro Matos, a proposta tem potencial de promover impacto relevante na cultura
da acessibilidade por meio de uma política pública de baixo custo. “A
substituição do símbolo reforça a identidade visual inclusiva dos espaços e
amplia a consciência social sobre a diversidade funcional”, afirma o vereador.
O
projeto está em sintonia com iniciativas legislativas em discussão no Congresso
Nacional, como o PL 7750/2012 e o PL 2199/2022 — já aprovado no Senado Federal
—, que tratam da adoção oficial do novo símbolo em âmbito nacional. A medida
também está alinhada à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
da ONU, incorporada à Constituição Federal com status de emenda constitucional.
No
plano local, a proposta complementa e fortalece políticas públicas já
existentes, como a Lei nº 11.163/2021 (que institui o Selo de Acessibilidade),
o Código da Cidade (LC nº 270/2019) e as diretrizes da Lei Orgânica do
Município, reafirmando o compromisso de Fortaleza com a promoção da inclusão e
dos direitos humanos.
O
projeto segue agora para análise nas comissões temáticas da Câmara Municipal.
Pedro Matos se mostra confiante na tramitação e destaca que a iniciativa
posiciona Fortaleza à frente de um movimento em expansão no país. “É um passo
importante para consolidar uma cidade mais inclusiva, com espaços que
representem, de forma mais precisa, todos os seus cidadãos”, finaliza.
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