O
cálculo renal, conhecido popularmente como pedra nos rins, está entre as
condições que mais provocam dor intensa no ser humano, de acordo com
levantamento do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS). No Brasil, a
ocorrência é significativa: a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) estima
que 10% da população enfrentará o problema em algum momento da vida.
Em
casos recorrentes e não tratados adequadamente, o cálculo renal pode aumentar o
risco de perda progressiva da função renal e até insuficiência renal em longo prazo.
O que
é e o que causa?
Cálculo
renal é a formação de cristais a partir de substâncias presentes na urina, como
cálcio, ácido úrico, oxalato, cistina e estruvita. Com o tempo, esses cristais
se agrupam e formam pedras que se alojam nos rins. Elas podem ser eliminadas
naturalmente pela urina, mas geralmente causam dores intensas.
“Normalmente,
pedras nos rins são formadas devido à má filtragem das substâncias presentes na
urina, geralmente causada pela falta de hidratação. No entanto, uma dieta
excessivamente rica em proteínas e sal também contribui para o desenvolvimento
da condição. Além disso, pessoas obesas, sedentárias, diabéticas ou com
histórico familiar têm maior predisposição ao diagnóstico”, explica o
urologista Diego Capibaribe.
Qual é
o tratamento?
O
melhor tratamento contra o cálculo renal sempre será a prevenção. Isso começa
pela ingestão adequada de água, que deve ser entre dois e três litros por dia,
dependendo do peso do paciente. Também é essencial manter uma dieta balanceada,
praticar exercícios físicos e garantir acompanhamento médico regular,
especialmente para diabéticos e idosos.
“É
importante entender a diferença entre beber água e consumir líquidos, pois
muitas bebidas, como os refrigerantes, podem, na verdade, contribuir para a
formação das pedras. Em relação aos diabéticos, o acompanhamento com um
especialista é indispensável, já que o metabolismo alterado afeta diretamente a
função renal e a composição da urina. Já no caso dos idosos, há uma tendência à
redução no consumo de água e também na capacidade de filtração dos rins”,
explica o especialista.
Quando
o cálculo já está formado, o tratamento varia conforme o tamanho da pedra.
“Pacientes com pedras entre 4 e 5 milímetros costumam utilizar medicamentos
para aliviar a cólica renal e relaxar o músculo da uretra, facilitando a
eliminação pela urina”, complementa o especialista.
No
entanto, pedras a partir de 6 milímetros ou que bloqueiem a passagem urinária
geralmente exigem intervenção cirúrgica para remoção.
Quais
as consequências de pedras nos rins? Podem matar?
O
sintoma mais comum da presença de cálculos renais é a dor intensa ao urinar.
Contudo, a condição também pode provocar dores na lombar e no abdômen, aumento
da frequência urinária, náuseas, vômitos e, em casos mais graves, até a morte.
“Pedras
nos rins podem levar ao óbito, pois, se não tratadas, aumentam o risco de
infecções urinárias. Quando essas infecções não são controladas, podem evoluir
para uma sepse – infecção generalizada pelo corpo – que é uma condição grave e
potencialmente fatal”, alerta Diego.
Diante
disso, é essencial que a população compreenda a gravidade do cálculo renal e
adote hábitos preventivos no dia a dia. A simples atitude de beber mais água,
cuidar da alimentação e fazer exames de rotina pode evitar complicações sérias,
que vão desde dores intensas até problemas renais mais graves. Quanto mais cedo
houver o diagnóstico e o acompanhamento com um urologista, maiores são as
chances de evitar crises e preservar a saúde dos rins ao longo da vida.
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